Assim como as famílias, toda empresa e organização tem seu próprio conjunto de atributos únicos, que vão evoluindo ao longo do tempo. É o que chamamos de cultura corporativa.

Intuitivamente, faz total sentido o fato de que as crenças e comportamentos das pessoas contratadas por uma empresa causam um grande impacto nas formas de interagir os funcionários e gestores. É lógico também que o “estilo” cultural geral de uma empresa afeta suas interações com fornecedores externos, vendedores, clientes e outras partes interessadas.

Na verdade, estudos científicos confirmam o senso comum: a cultura de uma empresa não apenas molda seu comportamento de compra, mas também influencia sua capacidade de se adaptar às mudanças na demografia do mercado. A pesquisa aponta que empresas e organizações sem fins lucrativos cujas culturas promovem a diversidade terão programas mais eficazes de diversidade de fornecedores.

O apoio à diversidade não é suficiente

Atualmente, a diversidade de fornecedores é uma questão particularmente séria nos EUA, sobretudo nos campos da ciência, tecnologia, engenharia ou matemática (STEM). A relativa falta de diversidade impede que muitas empresas tenham perspectivas singulares que possam resolver muitos dos problemas que estão tentando solucionar. E como as indústrias STEM são tão cruciais para a economia dos EUA, isso poderia causar danos graves à nossa capacidade de competir no mercado mundial.

Atenção: estudos de longo prazo revelam que ter uma cultura corporativa que apoie firmemente a diversidade não é suficiente para garantir uma cadeia de suprimentos diversificada que funcione bem. Para de fato ter sucesso, as empresas também devem:

  • Trabalhar arduamente para entender e explicar as nuances de sua cultura às empresas fornecedoras cujos proprietários são mulheres e minorias sociais e
  • Compartilhar feedback honesto com fornecedores diversos a fim de desenvolver relacionamentos construtivos e de longo prazo.

Como há muito em jogo, muitas empresas líderes de mercado e organizações sem fins lucrativos estão tomando medidas práticas para garantir o sucesso de longo prazo de suas empresas parceiras de propriedade de mulheres e minorias sociais. Algumas medidas:

  1. Fazer uso de relatórios trimestrais, metas de compras anuais e treinamento interno para reforçar a diversidade como uma prioridade cultural.
  2. Envolver todos os níveis da empresa. Na Wells Fargo, a diversidade começa com o conselho de administração, o CEO e a alta administração e é controlada por toda a empresa. Na PSEG, as metas internas são desenvolvidas no âmbito executivo, medidas e vinculadas às avaliações de desempenho e aumentos de salário.
  3. Estabelecer forças-tarefa de diversidade em toda a cadeia de suprimentos. Essas equipes interdepartamentais não avaliam apenas todos os gastos com fornecedores diversificados, mas ajudam a promover a conscientização em toda a empresa.

Se seus gerentes de compras trabalham numa cultura em que todos os tipos de pessoas são valorizadas e se sentem confortáveis, é quase certo que esses valores vão se refletir nas negociações fora da empresa. Por outro lado, se seu ambiente interno reconhece a conformidade e desvaloriza a colaboração com pessoas de diversas culturas, tal atitude será refletida em todos os seus relacionamentos com os fornecedores minoritários.

Conforme já destacamos, a diversidade de fornecedores não é apenas uma questão de se sentir bem ou refinar sua marca. Ela pode ajudar sua empresa a crescer e a prosperar. De acordo com um estudo realizado pelo Hackett Group, as empresas de compra que adotam a diversidade de fornecedores geram um retorno sobre o investimento de até 133% a mais do que aquelas que não adotam o trabalho árduo da mudança cultural. Está claro que as recompensas culturais de uma cadeia de suprimentos inclusiva vão além do processo de compra, atingindo a essência de uma empresa.